sábado, 12 de agosto de 2017

A importância do Pai na Família


Neste mês vocacional, o segundo domingo é dedicado a família: especialmente os pais, nesta postagem destaco alguns pontos positivos da paternidade apontados pelo querido Papa Francisco:

O Santo Padre lembrou que até mesmo São José foi tentado a deixar Maria quando descobriu que ela estava grávida, mas, com a intervenção do anjo, ele permaneceu junto à sua esposa. Cada família precisa de um pai, enfatizou o Papa.

Para falar do valor do papel do pai, ele citou algumas expressões do livro dos provérbios, que são palavras que um pai dirige ao filho e mostram o orgulho de um pai quando ele consegue transmitir sabedoria ao filho. “Um pai sabe bem quanto custa transmitir essa herança, quanta proximidade, doçura e firmeza”, disse o Papa, destacando que, quando o filho recebe essa herança, a alegria do pai supera todo o cansaço.

“A primeira necessidade é essa: que o pai seja presente na família, próximo à mulher para partilhar tudo e que seja próximo aos filhos no seu crescimento (…) Pai presente sempre”. O Pontífice ressaltou, porém, que “presente” não é o mesmo que ser “controlador”, porque os pais muito controladores acabam anulando os filhos, não os deixam crescer.

Papa Francisco mencionou ainda a parábola do filho pródigo, também conhecida como a parábola do pai misericordioso. Ele destacou a dignidade e a ternura do pai que está esperando o retorno do filho. “Os pais devem ser pacientes. Tantas vezes não há nada a fazer que não esperar: rezar e esperar”.

Segundo o Papa, um bom pai sabe esperar e perdoar do fundo do coração, mas também sabe corrigir com firmeza quando é preciso. E acrescentou que, sem a graça do Pai, os pais perdem a coragem. Os filhos precisam de um pai à espera quando retornam de alguma situação de insucesso.

“A Igreja é empenhada em apoiar a presença dos pais nas famílias, porque eles são protetores da fé na bondade, na justiça e na proteção de Deus, como São José”.

Feliz dia dos Pais!


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Mês das Vocações




Vocação é um chamado de Deus para realizar uma missão, somos todos chamados a partir do batismo quando somos inseridos na família de Deus.

Pelo sacramento do batismo somos perdoados do pecado original e recebemos muitos dons do espírito Santo, a vocação é alimentada por estes dons que colocamos à serviço de Deus em favor dos irmãos.

No mês de agosto a Igreja Católica celebra as vocações: 
No primeiro domingo, celebramos a vocação sacerdotal que é vivida por diáconos, presbíteros e bispos, membros do clero da Igreja. Rezemos pelas vocações sacerdotais, através delas recebemos os sacramentos que são sinais sensíveis da graça de Deus. 

Segundo Domingo, celebramos  a vocação familiar. A família é o lugar do início da vida física e também espiritual, onde aprendemos valores e somos formados como homens e mulheres de bem. Neste domingo celebramos especialmente os pais, eles são importante referência na vida da família, por seu carinho, seu modo de ser, influenciam muito na formação do caráter dos filhos.

Terceiro Domingo, celebramos as vocações religiosas. Desta vocação brotam carismas e atuações que enriquecem nossas comunidades com pessoas que buscam viver verdadeiramente seus votos de castidade, obediência e pobreza. São testemunhos vivos do Evangelho.

Os religiosos estão a serviço do Povo de Deus por meio da oração, das missões, da educação e de tantas outras obras de caridade. Com sua vocação, eles demonstram que o Evangelho é plenamente possível de ser vivido, mesmo em mundo excessivamente material e consumista. São fortes exemplos e testemunhos de desprendimento, humildade e amor.

Quarto Domingo, Celebramos todos os leigos que, entre família e afazeres, dedicam-se aos trabalhos pastorais e também missionários. Neste domingo lembremos especialmente dos catequistas que educam , fortalecem e reanimam crianças, jovens e adultos na fé, para os sacramentos e para darem testemunho de Cristo ao mundo.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quarta-Feira de Cinzas

As cinzas simbolizam: penitência, e nos lembram que somos pó e ao pó voltaremos. Iniciamos hoje a Quaresma, são 40 dias em que somos chamados:
· a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino;
· a mudar nossa maneira de ver, pensar e agir;
· a conversão, à penitencia, à mudança de vida;
· a dedicar-se mais a oração pessoal e comunitária.
· a fazermos uma avaliação da nossa conduta e optarmos por um caminho novo sem o pecado.
· a crescer mais em Deus, viver a fraternidade.
· a privar-se de alguma coisa pelos outros.
A partir de hoje ao recebermos as cinzas a igreja nos convida: Convertei-vos e credes no evangelho.

Campanha da Fraternidade 2017

Você sabe o que é a Campanha da Fraternidade? a Campanha da Fraternidade é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil. A CF envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do Brasil.

A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir.

A Campanha da Fraternidade sempre começa na quarta-feira de cinzas e acontece durante o ano todo! Muitas pessoas acham que ela termina depois da Páscoa, mas não, ela dura até o fim do ano, junto com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais.

Este ano a Campanha da Fraternidade tem como tema: Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida e o lema: Cultivar e guardar a criação.


http://www.campanhadafraternidade2017.com.br/

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A HISTÓRIA DO LÁPIS



Conta-se que um menino olhava sua avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:

– Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É sobre mim?

A avó sorriu e disse:

– Estou escrevendo sobre você, sim. Porém, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele quando crescesse.

O menino olhou para o lápis e não viu nada de especial.

– Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!

– Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que, se conseguir mantê-las, o farão uma pessoa feliz. Com toda a sabedoria, a avó enumerou então as seguintes qualidades:

1) Você pode fazer grandes coisas, mas nunca deve esquecer que há uma mão que guia seus passos. Esta mão é Deus e Ele deve sempre conduzi-lo conforme Sua vontade;

2) De vez em quando preciso usar o apontador. O lápis sofre um pouco, mas no final está mais afiado. Por isso, saiba suportar algumas dores, pois elas o farão uma pessoa melhor.

3) O lápis permite que eu use uma borracha para apagar o que está errado. Corrigir algo que fizemos é importante para nos manter no caminho da justiça.

4) O que realmente importa no lápis não é a sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Sempre cuide do seu interior.

5) Finalmente, o lápis sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços. Então procure ser consciente em cada ação.


Autoria de Paulo Coelho

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Carroça Vazia

Certa manhã bem cedo, o meu pai convidou-me para ir ao bosque a fim de ouvir o cantar dos pássaros. Aceitei com grande alegria e lá fomos nós, humedecendo os nossos sapatos com o orvalho da relva.
Ele parou em numa clareira e, depois de um pequeno silêncio, perguntou- me:

- Está ouvindo alguma coisa além do canto dos pássaros?

Apurei o ouvido alguns segundos e respondi:

- Estou ouvindo o barulho de uma carroça que deve estar descendo pela estrada.

- Isso mesmo - disse ele. É uma carroça vazia. Sabe porquê?

- Não, respondi intrigado.

Então, o meu pai colocou a mão no ombro e olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:

- Por causa do barulho que faz. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.

Não disse mais nada, porém deu-me muito em que pensar. Tornei-me adulto. E, ainda hoje, quando vejo uma pessoa tagarela e inoportuna, interrompendo intempestivamente a conversa, ou quando eu mesmo, por distração, me vejo prestes a fazer o mesmo, imediatamente tenho a impressão de estar a ouvir a voz do meu pai soando na clareira do bosque e me ensinando:

- Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!



Autor: desconhecido

domingo, 5 de junho de 2016

Efeitos do batismo

Existe uma lenda que poderá nos ajudar a entender a eficácia do Sacramento do Batismo.
Havia um rei que tinha grande amor a seu povo. Muitas vezes, saía sozinho visitando os diversos arredores da cidade, a fim de ver o que se passava com seu súditos. Uma tarde, passando por um bairro bastante pobre, encontrou um menino esfarrapado, macilento, coberto de chagas e com uma grande mancha negra na testa. Era um defeito de nascença. O rei, penalizado, aproximou-se da criança e lhe disse:
- Como se chamas?
- Eu não tenho nome - respondeu a criança.
- Como não tens nome? Quem são os teus pais?
- Eu não tenho pai nem mãe.
- Onde moras então? Onde dormes, te abrigas da chuva e da tempestade?
- Não tenho casa. Me abrigo embaixo das pontes ou das garagens de ônibus.
- Mas afinal de que te alimentas?
- Eu vivo dos restos que me dão.
O rei, profundamente impressionado ,tomou o menino pela mão e lhe disse:
- Venha comigo. De hoje em diante, terá pai e mãe, casa para morar e tudo quanto precisar para ser feliz.
Ao chegar no palácio real, entrou em seus aposentos e, chamando a esposa, entregou-lhe o menino, dizendo:
- Aqui trago mais um filho. É preciso dar-lhe um bom banho, vesti-lo com o traje real, curar-lhe as feridas e alimenta-lo bem, pois está muito fraco. Ele terá os mesmos direitos de usar o nosso nome e poderá sentar-se à nossa mesa. Receberá uma aprimorada educação e terá direito à herança.
O menino pobre foi lavado, recebeu as vestes reais, curou-se das feridas e foi introduzido na família real. A fim de que todos soubessem que era seu filho, o rei mandou fazer uma cirurgia plástica para tirar-lhe a mancha negra da testa e gravar-lhe na fronte o sobrenome da família real. Porém, fez-lhe certas exigências:
- Você será considerado meu filho somente se for digno do nome que recebeu, isto é, se te comportares como filho do rei. Caso contrário, perderá todos os direitos.
A criança cresceu usufruindo todos os direitos e regalias que o pai lhe proporcionava. Porém, quando chegou à juventude, começou a trilhar maus caminhos. Abandonou a casa paterna e tornou-se ladrão e usuário de drogas, chegando a cometer crimes que o levaram à prisão e até a condenação à morte.
Na prisão, os prisioneiros zombavam dele, dizendo:
- Tu, o filho do rei, na prisão? Nós caímos aqui porque somos uns pobres miseráveis. Nunca tivemos quem nos ensinasse a andar pelo caminho do bem. Mas você, que tinha tudo o que queria que recebeu uma ótima educação, como pode chegar a ser condenado como nós? Isto é muito vergonhoso!
O filho unigênito do rei, compadecendo-se do seu irmão, que tanto amava, ofereceu-se para ir à prisão em seu lugar e dar a vida por ele. O pai, que também tinha um grande amor a este filho adotivo, deu o seu consentimento. E assim se fez: o filho do rei deu a sua vida pela vida do irmão. Por isso o pai o glorificou.
Esta lenda nada mais é do que um símbolo de nossa história pessoal. Nesse caso, o que significam os vários personagens e os diversos elementos dessa lenda?
- Deus é o rei, o Pai de toda misericórdia, que se compadece da miséria humana.
- Cristo é o filho único do rei. Ele se oferece ao Pai para dar a própria vida por seus irmãos.
- O menino pobre somos nós que fomos salvos por Jesus.
- A mancha que a criança trazia na fronte é o pecado original com o qual nascemos manchados na alma.
- O nome que o Pai imprimiu em nós foi o nome de Cristão, que nos identifica como FILHOS DE DEUS.
- As chagas que foram curadas são os pecados pessoais daqueles que se batizam adultos, esses são apagados pela água batismal.
- A família que passamos a pertencer é a grande família dos filhos de Deus. - A Igreja.
- A mãe que recebemos é Maria, a Mãe de Deus, Mãe da Igreja e, portanto, Nossa Mãe.
- A veste real é a veste da graça santificante, que é a vida divina, habitação da Santíssima Trindade em nós.
- O banquete que somos convidados a participar é o Banquete Eucarístico.
O Batismo também nos dá diversos direitos:
- A recepção dos demais Sacramentos;
- A participação de todos os bens espirituais da Igreja;
- A herança de Deus, que é a Vida Eterna.
Quão grande é a nossa dignidade. Somos filhos e filhas do Rei e da Rainha do Universo. Assim, temos todos os direitos de filhos, especialmente a participação da natureza, da vida do próprio Deus.
Aquele, porém, era filho do Rei perante o mundo, mas em suas veias não corria sangue real, enquanto em nós, pelo Batismo, fomos mais elevados do que ele, pois em nossa alma e em nosso coração, circula a vida do Rei do Céu e da Terra. Somos da Família Real, por isso não devemos nos deixar levar por sentimentos de inferioridade.
Eis o nosso maior tesouro: o próprio Jesus nos ensinou a chamar Deus de Pai pela oração do "Pai-Nosso". Essa oração deveria fazer pulsar com intenso amor os nossos corações de Filhos de Deus.

fonte:Site Catequisar